Pois então. Estivemos no último feriado na simpática cidade de Conservatória. Uns 500 metros acima do nível do mar, o distrito de Valença é uma ótima opção pra quem quer uma pousada no campo, onde possa ouvir alguns rocks rurais. No caso, eu e Daniela aproveitamos pra dormir, comer, beber, jogar buraco e ouvir boa música, no geral.
O lugar é conhecido como capital da seresta, mas bom mesmo por lá são as rodas de chorinho. A oficial é todo sábado, às 11h. Mas na sexta à noite já rola apresentação informal que vale muito a pena. Músicos de alta qualidade tocando por puro prazer.
A experiência gastronômica também foi bastante agradável, tendo o couvert no restaurante "XXXXX ????" se destacado na multidão. No menu: torradas, manteiga, ovos de codorna, beringela, tomate seco, azeitonas e salame.
As torradas como tem que ser, bem crocantes e perfeitamente complementadas pela tradicional manteiga de potinho. Os ovos de codorna marcaram presença pela temperatura. Estavam quentinhos, dando aquela impressão de feito na hora.
O salame estava nota 100, saborosíssimo. A beringela e o tomate seco entre bom e ótimo. O único porém ficou por conta das azeitonas, exageradamente temperadas. Talvez por terem ficando no caldo do pires, junto com o salame e o tomate seco.
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08 maio, 2008
01 dezembro, 2007
Noite de Reis
Na última sexta-feira a gente resolveu gastar. Não que o dinheiro esteja sobrando, mas eu tinha um prêmio do trabalho que me dava R$ 100 de bônus em qualquer restaurante. Ora, sendo assim, vamos comer bem.
Pra escolher o lugar eu liguei pra uma amiga socialite e dei uma olhada no especial da Veja Rio sobre bares e restaurantes. (Aqui vale uma explicação: eu não compro a Veja. Nós temos apenas essa edição especial justamente para pesquisar lugares)
Vi os restaurantes que venceram em cada categoria e separei algumas opções. A minha amiga socialite sugeriu o Miam Miam, mas como a intenção era jantar mesmo - e havia interesse mais em vinhos que em drinks - acabamos ficando com o escolhido como melhor carne pela Vejinha: Giuseppe Grill.
Sendo um restaurante chique, é claro que não é preciso pedir o couvert; ele vem até você. E a coisa é finíssima. Numa simpática cestinha de madeira vêm torradas, pão preto, pão francês e uma pizza branca espetacular. Pra passar nos pães, eles trazem uma deliciosa ricota levemente temperado com alho. Acompanha também um molho à campanha (!) e um especial da casa, com cebola, orégano e pimenta branca.
O ambiente é tão legal e a comida tão boa que dá até pena de falar dos problemas, principalmente considerando que eles são completamente subjetivos. Por exemplo, eu não gosto que garçon me sirva. Ainda mais aquele garçon que fica do lado da mesa e não deixa seu copo d'água esvaziar direito. Essa paranóia de copo cheio só é legal com cerveja, e na Festa do 12, em Ouro Preto. De resto fica exagerado.
Mas isso me fez elaborar uma teoria sobre a tensão inerente a esse tipo de lugar. O público que vai a esse restaurante exige um tipo de atendimento quase escravista. O esforço exagerado dos garçons em agradar pelo menos me passa isso. O que nos atendeu até relaxou com o tempo; chegou a bater um simpático papo com a gente sobre os ingredientes do molho de cebola. Foi legal.
Agora, o público... em determinado momento um cara esbarrou na minha cadeira. Quando fui olhar pra trás, Daniela disse "Espera que daqui a pouco te explico". Nem precisou. Segundos depois senti aquele característico cheiro de perfume barato que acompanha as damas da noite e seus gringos bimbões.
Pois foi isso mesmo, na mesa logo atrás de mim sentaram-se dois senhores de fora do país e duas esculturais representantes do mais alto meretrício da cidade. Presenças curiosas, principalmente considerando que o público do restaurante é quase que exclusivamente composto de casais de meia-idade.
Enfim, um lugar de difícil definição. Ganha nota 10 com todos os louvores pela comida. A clientela, no entanto, só vale uma nota 1 pelo inusitado da noite. Passaria na média se o preço não fosse tão alto. O couvert é bom demais, mas custa R$ 9,90... por pessoa.
Pra escolher o lugar eu liguei pra uma amiga socialite e dei uma olhada no especial da Veja Rio sobre bares e restaurantes. (Aqui vale uma explicação: eu não compro a Veja. Nós temos apenas essa edição especial justamente para pesquisar lugares)
Vi os restaurantes que venceram em cada categoria e separei algumas opções. A minha amiga socialite sugeriu o Miam Miam, mas como a intenção era jantar mesmo - e havia interesse mais em vinhos que em drinks - acabamos ficando com o escolhido como melhor carne pela Vejinha: Giuseppe Grill.
Sendo um restaurante chique, é claro que não é preciso pedir o couvert; ele vem até você. E a coisa é finíssima. Numa simpática cestinha de madeira vêm torradas, pão preto, pão francês e uma pizza branca espetacular. Pra passar nos pães, eles trazem uma deliciosa ricota levemente temperado com alho. Acompanha também um molho à campanha (!) e um especial da casa, com cebola, orégano e pimenta branca.
O ambiente é tão legal e a comida tão boa que dá até pena de falar dos problemas, principalmente considerando que eles são completamente subjetivos. Por exemplo, eu não gosto que garçon me sirva. Ainda mais aquele garçon que fica do lado da mesa e não deixa seu copo d'água esvaziar direito. Essa paranóia de copo cheio só é legal com cerveja, e na Festa do 12, em Ouro Preto. De resto fica exagerado.
Mas isso me fez elaborar uma teoria sobre a tensão inerente a esse tipo de lugar. O público que vai a esse restaurante exige um tipo de atendimento quase escravista. O esforço exagerado dos garçons em agradar pelo menos me passa isso. O que nos atendeu até relaxou com o tempo; chegou a bater um simpático papo com a gente sobre os ingredientes do molho de cebola. Foi legal.
Agora, o público... em determinado momento um cara esbarrou na minha cadeira. Quando fui olhar pra trás, Daniela disse "Espera que daqui a pouco te explico". Nem precisou. Segundos depois senti aquele característico cheiro de perfume barato que acompanha as damas da noite e seus gringos bimbões.
Pois foi isso mesmo, na mesa logo atrás de mim sentaram-se dois senhores de fora do país e duas esculturais representantes do mais alto meretrício da cidade. Presenças curiosas, principalmente considerando que o público do restaurante é quase que exclusivamente composto de casais de meia-idade.
Enfim, um lugar de difícil definição. Ganha nota 10 com todos os louvores pela comida. A clientela, no entanto, só vale uma nota 1 pelo inusitado da noite. Passaria na média se o preço não fosse tão alto. O couvert é bom demais, mas custa R$ 9,90... por pessoa.
21 junho, 2007
Mercado das delícias
Nada como voltar em grande estilo. Depois de hibernar por alguns meses, um pouco por atarefamento, muito por falta de grana e preguiça, retomo os escritos no blog por uma ótima causa: os irresistíveis pães e azeites aromáticos servidos como couvert no Bazzar.
O momento - um jantar romântico de dia dos namorados, comemorado na véspera por conta da folga do marido e companheiro de blog - não poderia ser mais apropriado. O restaurante é super aconchegante, naquele climazinho romântico que a efeméride pede. Carta de vinhos na mão, escolhemos um Alto Las Hormigas Malbec, creio que 2003, boa pedida. E de pronto aceitamos, claro, a sugestão do garçom de trazer os pães do couvert.
É uma verdadeira tentação. O garçom vem com uma cesta recheada de ciabattas, focaccias (normal ou de limão) e torradas com alecrim, todos deliciosos. E você que escolha quais e quantos quer pegar. Depois, o toque de mestre: os azeites aromáticos, que ele mistura na hora, formando no prato uma pintura de duas cores. O sabor, então, torna a coisa mais bela ainda. Vinha ainda uma manteiguinha temperada pra lá de boa (apesar do companheiro não ter gostado).
Para nosso deleite, os garçons não podem ver o prato vazio, e lá vêm eles nos oferecer mais uns daqueles irresistíveis pãezinhos. É quando você se dá conta de que ainda há o jantar (no meu caso, um namorado divino, maravilhoso, diga-se de passagem). E aí tem que ser forte para recusar a oferta, para não sair rolando do lugar, como foi o nosso caso.
Saldo da noite: R$ 8,50 pelo couvert, mais outros tantos pelo jantar completo, muita conversa, risos, paparicos, uma véspera de dia dos namorados impecável. E uma volta triunfal ao blog deixado de lado.
Onde: Bazzar - Rua Barão da Torre, 538, Ipanema
O momento - um jantar romântico de dia dos namorados, comemorado na véspera por conta da folga do marido e companheiro de blog - não poderia ser mais apropriado. O restaurante é super aconchegante, naquele climazinho romântico que a efeméride pede. Carta de vinhos na mão, escolhemos um Alto Las Hormigas Malbec, creio que 2003, boa pedida. E de pronto aceitamos, claro, a sugestão do garçom de trazer os pães do couvert.
É uma verdadeira tentação. O garçom vem com uma cesta recheada de ciabattas, focaccias (normal ou de limão) e torradas com alecrim, todos deliciosos. E você que escolha quais e quantos quer pegar. Depois, o toque de mestre: os azeites aromáticos, que ele mistura na hora, formando no prato uma pintura de duas cores. O sabor, então, torna a coisa mais bela ainda. Vinha ainda uma manteiguinha temperada pra lá de boa (apesar do companheiro não ter gostado).
Para nosso deleite, os garçons não podem ver o prato vazio, e lá vêm eles nos oferecer mais uns daqueles irresistíveis pãezinhos. É quando você se dá conta de que ainda há o jantar (no meu caso, um namorado divino, maravilhoso, diga-se de passagem). E aí tem que ser forte para recusar a oferta, para não sair rolando do lugar, como foi o nosso caso.
Saldo da noite: R$ 8,50 pelo couvert, mais outros tantos pelo jantar completo, muita conversa, risos, paparicos, uma véspera de dia dos namorados impecável. E uma volta triunfal ao blog deixado de lado.
Onde: Bazzar - Rua Barão da Torre, 538, Ipanema
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