28 julho, 2006
O de sempre? Hoje não
Depois de uma semana de recesso forçado, eis que estamos de volta cometendo o que muitos poderiam chamar de heresia. Afinal, pode parecer impensável ir ao Cervantes e não pedir o hors-concours filé com queijo (com ou sem abacaxi, a seu critério) ou uma das variações que também fazem sucesso por lá, como o lombinho com queijo, preferido do meu companheiro de blog.
Mas foi o que fizemos na última quarta-feira. Sim, pedimos o couvert em vez do filé/lombinho com queijo, e digo logo que não nos arrependemos.
Eles pecam na quantidade, não posso negar, mas a qualidade corresponde à dos sanduíches. São dois pães de leite (assim diz o cardápio), ótimos, quentinhos, mais duas fatias de pão preto – perfeito para comer com mostarda escura. Que ainda vem, felizmente, em sua embalagem original, e não naqueles sachês nojentinhos.
(Há também dois pacotes de torrada Bauducco “levemente salgada”, que por ser meu lanche de todas as tardes ficou de lado. Mas o companheiro aprovou.)
Como acompanhamento, o Cervantes nos oferece um potinho de manteiga, outro de requeijão cremoso (boa pedida), azeitonas, deliciosas salsichinhas vinagrete e patê de foie. Dessa vez, rompi com a etiqueta e pedi para que o garçom trocasse o patê, que não é nem um pouco apreciado pelos autores desta coluna, por umas salsichinhas a mais. Pelo jeito ele não considerou meu pedido, já que vieram apenas quatro delas, mas pelo menos o foie (argh!) ficou longe de nós.
É um bom couvert (R$ 6,50), pena que se vai muito rápido. Vale exatamente ao que se presta, despertar o apetite. Se bem que, para comer o filé com queijo do Cervantes, quem precisa de artifícios? Está decidido: da próxima vez, encaro os dois.
Onde: Via Parque Shopping, 2º piso, Barra da Tijuca (mas o original, aberto em 1955, fica na Prado Júnior, em Copacabana)
17 julho, 2006
O fácil é o certo
"Olhe por onde anda
Faça o que o coração manda
Diga como é que se sente
Levante-se siga em frente"
Todo mundo tem seu bar favorito, aquele do coração, onde você se sente em casa, chama os garçons pelo nome e pode chegar a hora que for que arruma mesa. Esse bar pra mim é o Plebeu, ali em Botafogo. Gosto muito daquela Bohemia e mais ainda da Antarctica Original; a comida do lugar é ótima e os preços são honestos; sou fã do Almir, do Edson e do Mauro; sempre rola um papinho com o Augusto na hora de pagar a conta; já comemorei diversos aniversários no lugar, que acabou se tornando um ponto de encontro do pessoal da faculdade durante um bom tempo e ainda hoje corro o risco de encontrar gente conhecida lá quando apareço de bobeira.
Curiosamente nunca tinha pedido o couvert do Plebeu. Lá tem algumas boas opções de aperitivos (entradas?) sendo o gurjão de frango o grande astro da casa, conforme pesquisa feita no Orkut. Pois bem, neste sábado perguntei pro Almir como era aquele couvert opcional e ele bem avisou: "Não é bom". Tá, mas vem o quê? "Nada demais, vem pão, manteiga, uns picles, salame, queijo, mas não é prato não, é mussarela, e azeitonas." Insisti, e ele continuou sendo amigo: "Olha não é grandes coisas não, mas se você quiser mesmo eu trago...". Eu quis e ele trouxe. Realmente é uma bosta.
Vem com o que ele falou mesmo, só que o queijo é prato e a manteiga é... margarina. Aí é aquilo, margarina não dá. Corta o tesão, faz todo o resto perder a graça. Acabei ficando só nas azeitonas, que estavam boas, e no pão puro. Comemos metade do couvert e resolvemos pedir o óbvio: gurjão de frango. Esse sim muito bom, sequinho, saboroso, perfeito. Ah, fica melhor ainda com um pouco de maionese com limão, no lugar do molho tártaro.
Agora, o melhor do fim de semana foi sem dúvida a parte cinematográfica. Fui ao AnimaMundi na tarde de domingo, com O Retorno do Super-Homem como 'couvert', ao meio-dia, lá no Botafogo Escada Shopping. Filmaço. Faz juz ao primeirão, só a música no início já emociona. John Williams é o cara. Mas legal mesmo é que a sessão que eu fui era dublada e num dos momentos em que algum personagem chama o Homem de Aço de "Superman", um garotinho de uns cinco anos corrigiu a grosseira falha do tradutor: "É super-homem!". Isso aí, garoto.
Onde: Esquina da Visconde de Caravelas com a Capitão Salomão, em frente ao Aurora, onde os garçons são antipáticos.
06 julho, 2006
Australian Crawl
A idéia é mudar, mas como lá em cima ainda tá 'couverts e entradas' vou aproveitar pra falar de uma entrada dessa vez, e não de um couvert. Há long time ago, in a galaxy far away... um amigo meu botou pilha da galera comer uma batata frita com queijo num restaurante que tinha aberto há pouco tempo no anexo do BarraShopping. Disse ele que no lugar, com uma puta cara de chique, coca-cola era refil, que nem na América. Isso deve ter sido no entorno de 1999.
Acabamos indo e foi amor à primeira vista. A batata era realmente sensacional. Uma porção generosa com queijo e bacon e um molho, chamado 'ranch' e muito superior a qualquer coisa produzida pela Hellman's, delicioso. E o melhor de tudo, apesar da aparência grã-fina e do excelente atendimento da casa, custava apenas R$ 9. Estávamos conquistados. O lugar passou a ser pit-stop antes do cinema no UCI. E passamos a freqüentar o UCI mais do que devíamos por conta disso.
Com o tempo, pouco tempo, descobrimos que lá tem também outras entradas ótimas. A cebola chama a atenção até de quem não gosta de cebola. E o molho da cebola, ultra-picante, é um escândalo de bom.
Mas o tempo, infelizmente, passa.
Muitos anos depois meu estômago não tem mais a capacidade juvenil de metabolizar aquela quantidade absurda de gordura e condimentos, o atendimento em todas as filiais caiu bastante e o preço... A batata de R$ 9 foi pra R$ 19,90. A cebola, acho que era R$ 11 e hoje também custa cerca de R$ 20. O lugar, claro, é o Outback, e mesmo com todos esses problemas, volta e meia ainda acabou voltando lá.
Acabamos indo e foi amor à primeira vista. A batata era realmente sensacional. Uma porção generosa com queijo e bacon e um molho, chamado 'ranch' e muito superior a qualquer coisa produzida pela Hellman's, delicioso. E o melhor de tudo, apesar da aparência grã-fina e do excelente atendimento da casa, custava apenas R$ 9. Estávamos conquistados. O lugar passou a ser pit-stop antes do cinema no UCI. E passamos a freqüentar o UCI mais do que devíamos por conta disso.
Com o tempo, pouco tempo, descobrimos que lá tem também outras entradas ótimas. A cebola chama a atenção até de quem não gosta de cebola. E o molho da cebola, ultra-picante, é um escândalo de bom.
Mas o tempo, infelizmente, passa.
Muitos anos depois meu estômago não tem mais a capacidade juvenil de metabolizar aquela quantidade absurda de gordura e condimentos, o atendimento em todas as filiais caiu bastante e o preço... A batata de R$ 9 foi pra R$ 19,90. A cebola, acho que era R$ 11 e hoje também custa cerca de R$ 20. O lugar, claro, é o Outback, e mesmo com todos esses problemas, volta e meia ainda acabou voltando lá.
Viva o pão com lingüiça!
O garçom diz que não é lá essas coisas, que "não tem nenhuma pastinha". Mas queremos mesmo assim. Momentos depois volta ele: cestinha com um pão francês, bem quentinho; uma manteiga; azeitonas pretas, em boa quantidade; porção de salame, que poderia estar melhor fatiado; e farta porção de picles, dos mais variados.
Não é dos piores, nem dos melhores. É correto, serve pra enganar a barriga numa emergência, daquelas em que a fome não deixa esperar nem a chegada do cardápio. Comi até todas as cenourinhas do picles, componente que costumo deixar de lado.
Só que o azar do couvert do Braseiro da Gávea é que ele compete com a inquestionável lingüiça do lugar. A melhor do mundo. O cheiro vai nos buscar na calçada. E não dá nem pra fingir que o nariz está entupido, porque os garçons passeiam com os espetos cheios delas, pra lá e pra cá, a nos provocar. Simplesmente irresistível.
É simples assim. Quando for ao Braseiro, gaste sem culpa os R$ 5,50 do couvert em lingüiça, seja ela pura ou - minha versão preferida - no pão francês com molho à campanha. E, se o colesterol permitir, repita a dose. É por uma ótima causa.
Onde: Praça Santos Dumont, 116 - Gávea
Não é dos piores, nem dos melhores. É correto, serve pra enganar a barriga numa emergência, daquelas em que a fome não deixa esperar nem a chegada do cardápio. Comi até todas as cenourinhas do picles, componente que costumo deixar de lado.
Só que o azar do couvert do Braseiro da Gávea é que ele compete com a inquestionável lingüiça do lugar. A melhor do mundo. O cheiro vai nos buscar na calçada. E não dá nem pra fingir que o nariz está entupido, porque os garçons passeiam com os espetos cheios delas, pra lá e pra cá, a nos provocar. Simplesmente irresistível.
É simples assim. Quando for ao Braseiro, gaste sem culpa os R$ 5,50 do couvert em lingüiça, seja ela pura ou - minha versão preferida - no pão francês com molho à campanha. E, se o colesterol permitir, repita a dose. É por uma ótima causa.
Onde: Praça Santos Dumont, 116 - Gávea
Dignity
"Fat man lookin' in a blade of steel
Thin man lookin' at his last meal
Hollow man lookin' in a cottonfield
For dignity"
Dizem que não existe mulher feia, você que não bebeu o bastante. Cheguei neste sábado à conclusão que o mesmo raciocínio pode ser aplicado ao futebol. Fui com dois amigos ao Rosa Chopp, parada quase obrigatória para os moradores da Barra, assistir ao jogo Itália x EUA. Veja bem, Itália x EUA. Tava na cara que o jogo seria ruim e nós aproveitaríamos para tomar uns chopes e botar o papo em dia. Quem diria que aquele sábado me reservaria duas boas surpresas.
A primeira foi, claro, a fantástica partida. Eu, que não abro mão das minhas convicções tão facilmente, sigo com a certeza que o jogo foi uma bosta. Os italianos são incapazes de jogar futebol bonito e os norte-americanos, incapazes de jogar futebol e ponto. O jogo não foi bom, eu que bebi demais. De qualquer forma os italianos e ianques demonstraram uma coisinha que faz diferença na vida assim como nos campos e que vem faltando aos nossos craques fenomenais: dignidade.
A segunda surpresa foi o belo exemplar de couvert servido pela casa. Eu, Daniel e Fabiano dividimos uma cesta de pães, três potinhos de manteiga, uma boa porção de azeitonas e lingüiças calabresas e pasta de atum.
Uma certa expectativa cercava a cesta, já que a pizza branca do lugar é reconhecidamente saborosa. Ela vem com dois pães de forma, três pizzas brancas (boas como de costume) e pãezinhos franceses cortados. A proporção pães/manteiga funciona perfeitamente. A pasta de atum foi elogiada por Daniel e a lingüiça também estava muito boa.
O grande destaque do couvert, no entanto, são as azeitonas calabresas. Grandes azeitonas pretas muito, mas muito picantes. Exigem um golinho de chope entre uma mordida e outra e fazem a alegria de qualquer um que goste de pimenta.
O preço é convidativo - R$ 5,50 - e o lugar um dos mais agradáveis da Barra. Sempre achei que o Rosas tem um clima muito legal de cidade de praia, estilo Região dos Lagos. Mas se resolver experimentar durante a Copa, cuidado para não aparecer em dia de jogo desse time indigno de vestir a camisa do Brasil, porque do jeito que tá, nem com muita cachaça pra aturar!
Onde: Avenida Marechal Henrique Lott, 120 - Barra da Tijuca
Thin man lookin' at his last meal
Hollow man lookin' in a cottonfield
For dignity"
Dizem que não existe mulher feia, você que não bebeu o bastante. Cheguei neste sábado à conclusão que o mesmo raciocínio pode ser aplicado ao futebol. Fui com dois amigos ao Rosa Chopp, parada quase obrigatória para os moradores da Barra, assistir ao jogo Itália x EUA. Veja bem, Itália x EUA. Tava na cara que o jogo seria ruim e nós aproveitaríamos para tomar uns chopes e botar o papo em dia. Quem diria que aquele sábado me reservaria duas boas surpresas.
A primeira foi, claro, a fantástica partida. Eu, que não abro mão das minhas convicções tão facilmente, sigo com a certeza que o jogo foi uma bosta. Os italianos são incapazes de jogar futebol bonito e os norte-americanos, incapazes de jogar futebol e ponto. O jogo não foi bom, eu que bebi demais. De qualquer forma os italianos e ianques demonstraram uma coisinha que faz diferença na vida assim como nos campos e que vem faltando aos nossos craques fenomenais: dignidade.
A segunda surpresa foi o belo exemplar de couvert servido pela casa. Eu, Daniel e Fabiano dividimos uma cesta de pães, três potinhos de manteiga, uma boa porção de azeitonas e lingüiças calabresas e pasta de atum.
Uma certa expectativa cercava a cesta, já que a pizza branca do lugar é reconhecidamente saborosa. Ela vem com dois pães de forma, três pizzas brancas (boas como de costume) e pãezinhos franceses cortados. A proporção pães/manteiga funciona perfeitamente. A pasta de atum foi elogiada por Daniel e a lingüiça também estava muito boa.
O grande destaque do couvert, no entanto, são as azeitonas calabresas. Grandes azeitonas pretas muito, mas muito picantes. Exigem um golinho de chope entre uma mordida e outra e fazem a alegria de qualquer um que goste de pimenta.
O preço é convidativo - R$ 5,50 - e o lugar um dos mais agradáveis da Barra. Sempre achei que o Rosas tem um clima muito legal de cidade de praia, estilo Região dos Lagos. Mas se resolver experimentar durante a Copa, cuidado para não aparecer em dia de jogo desse time indigno de vestir a camisa do Brasil, porque do jeito que tá, nem com muita cachaça pra aturar!
Onde: Avenida Marechal Henrique Lott, 120 - Barra da Tijuca
13 junho, 2006
¿Cómo se llama esto?
Buenos Aires, Martes, 6 de junio. Queremos jantar – eu, meu chefe e duas amigas de SP – e aceitamos a indicação do recepcionista do hotel: “Cinco o seis cuadras en la Calle Corrientes, después a izquierda. Don Carlos, coccina española”.
A primeira surpresa está na calçada da fama que cerca o lugar. Confesso que, em minha ignorância acerca de personalidades portenhas, apenas reconheci de pronto Juan M. Fangio e Los Pimpinela. Mas, em clima de Mundial, cadê o Maradona?
Se não é uma das estrelas da calçada, Diego é astro dentro do restaurante. Está em destaque no hall de entrada, nas fotos e no autógrafo na camisa da seleção argentina, emoldurada e pendurada como troféu. Aliás, havia mais camisas que clientes no Don Carlos. Várias da seleção, principal, juniores, sub-20, e de times como Boca Juniors, Racing, Estudiantes de la Plata, River Plate, Rosario, não-sei-o-que-lá da Bolívia, um verdadeiro festival da Libertadores... Meu companheiro de couvert fez falta nessa hora.
E por falar nele – no couvert, não no companheiro –, o do Don Carlos chegou sem que precisasse perguntar por ele. Uma cesta com três tipos de pães e dois saquinhos de galletas (biscoito semelhante ao de água e sal da Tostines, só que mais duro), outra cesta de ótimas torradinhas de alho, quatro manteiguinhas e... boquerones.
Tive que anotar para não esquecer o nome da iguaria, depois de perguntar quatro vezes ao nosso garçom, que descobrimos ao longo do jantar ser paraguaio. Boquerones são anchovas bem temperadas com azeite, vinagre, salsa e tomate, deliciosas. Pena que, para quatro, foram poucos. O jeito foi molhar o pão no tempero que sobrava no prato. Huummmmm!
São dieciséis con cinquenta (16,50 pesos), o que equivale a mais ou menos R$ 13. Carinho se comparado aos couverts que freqüentam este blog ou aos preços da comida lá em Buenos Aires, tudo muito barato. Mas o restaurante era ótimo e os boquerones, nem se fala. Mui bueno !
Dónde: Billinghurst 450 con Don Carlos, Almagro, Buenos Aires - capital federal
(Seria injustiça não mencionar os agradáveis Paseo del Sol e Los Chanchillos, restaurantes onde almocei e que serviram couverts simples (torradas, galletas e manteiga) sem que fossem cobrados. Parece que é hábito na cidade, mas não pude confirmar)
A primeira surpresa está na calçada da fama que cerca o lugar. Confesso que, em minha ignorância acerca de personalidades portenhas, apenas reconheci de pronto Juan M. Fangio e Los Pimpinela. Mas, em clima de Mundial, cadê o Maradona?
Se não é uma das estrelas da calçada, Diego é astro dentro do restaurante. Está em destaque no hall de entrada, nas fotos e no autógrafo na camisa da seleção argentina, emoldurada e pendurada como troféu. Aliás, havia mais camisas que clientes no Don Carlos. Várias da seleção, principal, juniores, sub-20, e de times como Boca Juniors, Racing, Estudiantes de la Plata, River Plate, Rosario, não-sei-o-que-lá da Bolívia, um verdadeiro festival da Libertadores... Meu companheiro de couvert fez falta nessa hora.
E por falar nele – no couvert, não no companheiro –, o do Don Carlos chegou sem que precisasse perguntar por ele. Uma cesta com três tipos de pães e dois saquinhos de galletas (biscoito semelhante ao de água e sal da Tostines, só que mais duro), outra cesta de ótimas torradinhas de alho, quatro manteiguinhas e... boquerones.
Tive que anotar para não esquecer o nome da iguaria, depois de perguntar quatro vezes ao nosso garçom, que descobrimos ao longo do jantar ser paraguaio. Boquerones são anchovas bem temperadas com azeite, vinagre, salsa e tomate, deliciosas. Pena que, para quatro, foram poucos. O jeito foi molhar o pão no tempero que sobrava no prato. Huummmmm!
São dieciséis con cinquenta (16,50 pesos), o que equivale a mais ou menos R$ 13. Carinho se comparado aos couverts que freqüentam este blog ou aos preços da comida lá em Buenos Aires, tudo muito barato. Mas o restaurante era ótimo e os boquerones, nem se fala. Mui bueno !
Dónde: Billinghurst 450 con Don Carlos, Almagro, Buenos Aires - capital federal
(Seria injustiça não mencionar os agradáveis Paseo del Sol e Los Chanchillos, restaurantes onde almocei e que serviram couverts simples (torradas, galletas e manteiga) sem que fossem cobrados. Parece que é hábito na cidade, mas não pude confirmar)
22 maio, 2006
You´re no Good
O fato do nosso blog tratar de um assunto muito específico pode nos levar a cometer injustiças de vez em quando. Paciência.
No domingo à noite passamos na casa de um casal de amigos para tomar um chope. Íamos ao Bar Getúlio, ali no Catete, mas estava fechado. Acabamos no Boteco da Praia, que tem como grande atração o mesmo cozinheiro do Cervantes.
Olhando o cardápio de maneira descompromissada encontramos lá a opção de couvert, escondido no pé da 5ª ou 6ª página. Custava inacreditáveis R$ 3 e o garçon, meio sem jeito explicou pra gente que vinha só com pão, manteiga e azeitonas. Pedimos mesmo assim. Porra, três reais! Traz também três chopes e uma coca-light, por favor.
Pois é, um pouco depois chegou o couvert, muito mais generoso que o anunciado. Além dos pães, manteiga e azeitona, o garçon nos explicou que colocou salame e queijo, 'para dar um gosto'. Agradecemos, ficamos muito felizes e comemos. Em poucos lugares trata-se fregueses tão bem assim. Pena que a história não foi tão simples...
Bom, quanto à comida em si, os pães eram razoáveis, nada demais, assim como as azeitonas. Queijo e salame também estavam na média, agora, a manteiga... era margarina. E aí aconteceu a primeira grande decepção. Margarina serve, no máximo, pra fritar ovo e, na minha opinião, nem pra isso. O gosto é pior, faz ainda mais mal pra saúde, tem uma aparência ruim e um nome feio. Nada justifica colocar margarina num couvert, ainda mais se no cardápio (ou o garçom, não lembro) diz que é manteiga.
Bom, comemos o couvert sem muita emoção. Como o lugar tem a relação supracitada com o Cervantes, pedi aquele sanduíche de lombinho com queijo (sem abacaxi), que agradou bastante.
O problema maior veio junto com a conta. Não estava lá o valor de 'R$ 3', tinha um outro de R$ 12,80 que não sabíamos o que era e imaginamos o que fosse. Pois é, cobraram o salame e o queijo que colocaram no couvert, sem avisar.
Chamamos o garçom e explicamos a situação, reclamamos que ele deveria ter avisado que a cortesia do queijo e do salame seria cobrada. Ele pediu desculpas, disse que nós tínhamos razão, mas não tomou a iniciativa de descontar o extra... e nem ofereceu uma saideira!
Onde: Praia do Flamengo, 122.
No domingo à noite passamos na casa de um casal de amigos para tomar um chope. Íamos ao Bar Getúlio, ali no Catete, mas estava fechado. Acabamos no Boteco da Praia, que tem como grande atração o mesmo cozinheiro do Cervantes.
Olhando o cardápio de maneira descompromissada encontramos lá a opção de couvert, escondido no pé da 5ª ou 6ª página. Custava inacreditáveis R$ 3 e o garçon, meio sem jeito explicou pra gente que vinha só com pão, manteiga e azeitonas. Pedimos mesmo assim. Porra, três reais! Traz também três chopes e uma coca-light, por favor.
Pois é, um pouco depois chegou o couvert, muito mais generoso que o anunciado. Além dos pães, manteiga e azeitona, o garçon nos explicou que colocou salame e queijo, 'para dar um gosto'. Agradecemos, ficamos muito felizes e comemos. Em poucos lugares trata-se fregueses tão bem assim. Pena que a história não foi tão simples...
Bom, quanto à comida em si, os pães eram razoáveis, nada demais, assim como as azeitonas. Queijo e salame também estavam na média, agora, a manteiga... era margarina. E aí aconteceu a primeira grande decepção. Margarina serve, no máximo, pra fritar ovo e, na minha opinião, nem pra isso. O gosto é pior, faz ainda mais mal pra saúde, tem uma aparência ruim e um nome feio. Nada justifica colocar margarina num couvert, ainda mais se no cardápio (ou o garçom, não lembro) diz que é manteiga.
Bom, comemos o couvert sem muita emoção. Como o lugar tem a relação supracitada com o Cervantes, pedi aquele sanduíche de lombinho com queijo (sem abacaxi), que agradou bastante.
O problema maior veio junto com a conta. Não estava lá o valor de 'R$ 3', tinha um outro de R$ 12,80 que não sabíamos o que era e imaginamos o que fosse. Pois é, cobraram o salame e o queijo que colocaram no couvert, sem avisar.
Chamamos o garçom e explicamos a situação, reclamamos que ele deveria ter avisado que a cortesia do queijo e do salame seria cobrada. Ele pediu desculpas, disse que nós tínhamos razão, mas não tomou a iniciativa de descontar o extra... e nem ofereceu uma saideira!
Onde: Praia do Flamengo, 122.
15 maio, 2006
Pane e vino
Domingo, dia das mães. Orgia alimentar no almoço, vontade só de beliscar à noitinha. No caminho entre Oswaldo Cruz e a Barra da Tijuca, lá está o Castelo do Vinho. Três andares que reúnem uma mega adega, restaurante e salão de festas. E já que o friozinho ajuda, por que não a pedida couvert + vinho?
O ambiente é bem agradável e o clima, aconchegante. Mas, talvez por conta do almoço em homenagem às mães, promovido pelo local, os garçons ainda iniciavam seus trabalhos, o que tornou o serviço um tanto demorado.
Junto com a caneca de um razoável “vinho da casa” e com o suco de laranja coado (bebida oficial do meu companheiro de blog), eis que chega o couvert.
Azeitonas pretas grandes, poucas fatias de blanquet de peru, boa porção de manteiga e uma gostosa pasta de alho, com o condimento na medida certa. Só. Além de uma mini-cesta com três tipos de pães, quentinhos e bem gostosos.
(Dica: a primeira cesta de pães veio com apenas cinco unidades, que acabaram antes do garçom virar as costas. Mas a segunda não foi cobrada, e chegou com o dobro de pães. Peça sem acanhamento.)
Diante da grandiosidade do lugar, é uma pequenez de couvert. Ficou o gosto de quero mais. Deixamos R$ 7,00 para abrir nosso apetite, em vez de saciá-lo. Mas o conjunto da obra não faz feio, de jeito nenhum. E vale, à saída, circular pela Adega Ramos – dizem que sempre há o que garimpar por um bom preço. (D.O.)
Onde: R. Samuel das Neves, 351, Pechincha – Jacarepaguá, RJ.
O ambiente é bem agradável e o clima, aconchegante. Mas, talvez por conta do almoço em homenagem às mães, promovido pelo local, os garçons ainda iniciavam seus trabalhos, o que tornou o serviço um tanto demorado.
Junto com a caneca de um razoável “vinho da casa” e com o suco de laranja coado (bebida oficial do meu companheiro de blog), eis que chega o couvert.
Azeitonas pretas grandes, poucas fatias de blanquet de peru, boa porção de manteiga e uma gostosa pasta de alho, com o condimento na medida certa. Só. Além de uma mini-cesta com três tipos de pães, quentinhos e bem gostosos.
(Dica: a primeira cesta de pães veio com apenas cinco unidades, que acabaram antes do garçom virar as costas. Mas a segunda não foi cobrada, e chegou com o dobro de pães. Peça sem acanhamento.)
Diante da grandiosidade do lugar, é uma pequenez de couvert. Ficou o gosto de quero mais. Deixamos R$ 7,00 para abrir nosso apetite, em vez de saciá-lo. Mas o conjunto da obra não faz feio, de jeito nenhum. E vale, à saída, circular pela Adega Ramos – dizem que sempre há o que garimpar por um bom preço. (D.O.)
Onde: R. Samuel das Neves, 351, Pechincha – Jacarepaguá, RJ.
02 maio, 2006
Orange Juice Blues (Blues for Breakfast)
Esse fim de semana foi atribulado. Casamento no sábado, Vasco x fluminense no domingo. Entre os dois, sem comida em casa, resolvemos almoçar em algum restaurante ali por perto do Maraca. Pensamos em ir a uma churrascaria rodízio, mas desistimos - duas por causa do preço e uma por causa da fila, as três na Tijuca, quem acertar quais são ganha cinco pacotes de figurinhas da Copa.
A essa altura já tínhamos desistido de almoçar, resolvemos tomar só um café da manhã e fomos parar no Garota da Tijuca, ou algo que o valha. É ali na Praça Varnhagen, do lado do Buxixo.
Pedimos o couvert do lugar, que custa apenas R$ 7. Trata-se de um clássico, sem invencionices e sem nenhuma ausência muito sentida. Vem com cesta de pães, manteigas, queijo, salaminho, picles, pasta de atum, ovos de codorna e azeitonas pretas.
Os pães eram muito bons; bem pequenos, mas quentinhos e crocantes por fora. A quantidade deixa a desejar, pois o pão acaba antes da manteiga e do queijo. O restaurante, no entanto, não cobra por cestas extras.
Os frios estavam bastante gostosos, mas podiam ser cortados com mais cuidado. As fatias de salaminho eram muito grossas e as de queijo, grossas também, sequer eram fatias. Eram uns pedaços toscamente separados, aparentemente à mão. Fica feio no prato e faz o freguês imaginar várias coisas desagradáveis. A manteiga é bastante bem servida: quatro potinhos.
As azeitonas vêm em grande quantidade e são deliciosas. Já os ovos de codorna não estavam tão bons. Deu a impressão de que ficaram tempo demais cozinhando, a consistência estava meio... pastosa, mas isso pode ter sido um caso isolado, dada a qualidade do resto da comida.
A pasta de atum, coisa que eu não como, foi muito elogiada por Daniela e, ainda segundo ela, o picles também estava gostoso. Para acompanhar toda essa beleza, um copo de suco de laranja, coado e com gelo, que é o que eu bebo agora. Uma beleza.
Um couvert honesto e saboroso por um preço pra lá de amigável. Recomendo. (E.R.)
Onde: Praça Varnhagen, 5, Tijuca, RJ.
A essa altura já tínhamos desistido de almoçar, resolvemos tomar só um café da manhã e fomos parar no Garota da Tijuca, ou algo que o valha. É ali na Praça Varnhagen, do lado do Buxixo.
Pedimos o couvert do lugar, que custa apenas R$ 7. Trata-se de um clássico, sem invencionices e sem nenhuma ausência muito sentida. Vem com cesta de pães, manteigas, queijo, salaminho, picles, pasta de atum, ovos de codorna e azeitonas pretas.
Os pães eram muito bons; bem pequenos, mas quentinhos e crocantes por fora. A quantidade deixa a desejar, pois o pão acaba antes da manteiga e do queijo. O restaurante, no entanto, não cobra por cestas extras.
Os frios estavam bastante gostosos, mas podiam ser cortados com mais cuidado. As fatias de salaminho eram muito grossas e as de queijo, grossas também, sequer eram fatias. Eram uns pedaços toscamente separados, aparentemente à mão. Fica feio no prato e faz o freguês imaginar várias coisas desagradáveis. A manteiga é bastante bem servida: quatro potinhos.
As azeitonas vêm em grande quantidade e são deliciosas. Já os ovos de codorna não estavam tão bons. Deu a impressão de que ficaram tempo demais cozinhando, a consistência estava meio... pastosa, mas isso pode ter sido um caso isolado, dada a qualidade do resto da comida.
A pasta de atum, coisa que eu não como, foi muito elogiada por Daniela e, ainda segundo ela, o picles também estava gostoso. Para acompanhar toda essa beleza, um copo de suco de laranja, coado e com gelo, que é o que eu bebo agora. Uma beleza.
Um couvert honesto e saboroso por um preço pra lá de amigável. Recomendo. (E.R.)
Onde: Praça Varnhagen, 5, Tijuca, RJ.
10 março, 2006
Ai, Jesus !
Já manifestei em post anterior meu louvor por couverts que incluem bolinhos de bacalhau em sua composição. O que dizer de um restaurante que oferece uma cesta dos melhores deles, acompanhada por farta porção de presunto de Parma, regado ao legítimo azeite português, e por deliciosas torradas??
Assim é no Rei do Bacalhau do Encantado. A tradicionalíssima “casa portuguesa com certeza” é freqüentadora assídua de listas dos melhores restaurantes da cidade, e faz jus a isso. A começar pelo tal couvert, saborosíssimo, que só não substitui uma refeição porque ninguém se atreve a não pedir uma das várias opções de bacalhau – só mesmo o gajo Eduardo Rodrigues, que lá comeu bife à milanesa com batatas fritas, vai entender.
Destaque para a prática de oferecer, à entrada do restaurante, prova de vinho tinto e azeitonas pretas. Muito simpático.
Deixa-se R$ 2,00 por bolinho de bacalhau consumido – e aí vai o desafio, quem consegue não passar de duas unidades? - e R$ 8,50 pelo Parma com torradas. Salgado, mas imperdível. Nota 10 para a casa, que faz questão de lembrar em letras garrafais na fachada: “Não temos filiais”. (D.O.)
Onde: Rua Guilhermina 596, Encantado, RJ.
Assim é no Rei do Bacalhau do Encantado. A tradicionalíssima “casa portuguesa com certeza” é freqüentadora assídua de listas dos melhores restaurantes da cidade, e faz jus a isso. A começar pelo tal couvert, saborosíssimo, que só não substitui uma refeição porque ninguém se atreve a não pedir uma das várias opções de bacalhau – só mesmo o gajo Eduardo Rodrigues, que lá comeu bife à milanesa com batatas fritas, vai entender.
Destaque para a prática de oferecer, à entrada do restaurante, prova de vinho tinto e azeitonas pretas. Muito simpático.
Deixa-se R$ 2,00 por bolinho de bacalhau consumido – e aí vai o desafio, quem consegue não passar de duas unidades? - e R$ 8,50 pelo Parma com torradas. Salgado, mas imperdível. Nota 10 para a casa, que faz questão de lembrar em letras garrafais na fachada: “Não temos filiais”. (D.O.)
Onde: Rua Guilhermina 596, Encantado, RJ.
21 fevereiro, 2006
Caravelas Skyline Rag
Eu e Daniela temos o saudável e irresponsável costume de evitar engarrafamentos em bares. Isso muitas vezes acontece no tradicional engarrafamento de fim de tarde da São Clemente, quando vou buscá-la no trabalho e normalmente nosso destino provisório é o Plebeu. Da última vez resolvemos ir em um lugar diferente e comer algum couvert. Comemos dois.
Primeiro, por indicação da musa do samba-indie Mila Chaseliov, fomos ao I Piatti. Restaurante com cara de chique no 'Pólo Gastronômico' da Visconde de Caravelas. No andar de cima é japonês, no de baixo, italiano.
Coerente com a pompa do lugar, o preço do couvert é bem alto, mas vale a pena. Não vem quantidade, mas tudo que vem é muito bom. Por R$ 12,90 sua mesa será decorada com uma cesta de pães, pizzas brancas, brioches, torradas com queijo, azeitonas ao vinho, berinjelas, uma bela porção de linguiças calabresas e... os frios.
Todos os ítens citados acima eram excelentes, recomendo sobremaneira. Mas os frios... uma das coisas mais sem-vergonha que já vi na vida: 1/4 (!) de blanquet. Isso mesmo. eles pegam uma rodelinha daquela, cortam em 4 e mandam meia metade para cada mesa. Completando vem também um salame e um bocadinho de ricota.
Mesmo assim vale a pena. Ignorem os frios e sejam felizes. Aliás, detalhe importante, eles oferecem o couvert quando você senta na mesa. Bom costume.
Onde: Rua Visconde de Caravelas, 71, Botafogo, RJ.
O segundo couvert da noite.
Resolve-se em um parágrafo. Foi no Botequim. Custa só R$ 5,80 e todas as mesas naquela noite pediram. Mas vem só torrada, pizza branca com um sabor indeciso entre a torrada e o biscoito água e sal, azeitonas (quentes!) e foie gras. E tudo isso vem numa rapidez preocupante. Provalmente as cestinhas já ficam prontas em algum lugar... Pra quem gosta de couvert só com pão, beleza. Senão... (E.R.)
Onde: Rua Visconde de Caravelas, 184, Botafogo, RJ.
Primeiro, por indicação da musa do samba-indie Mila Chaseliov, fomos ao I Piatti. Restaurante com cara de chique no 'Pólo Gastronômico' da Visconde de Caravelas. No andar de cima é japonês, no de baixo, italiano.
Coerente com a pompa do lugar, o preço do couvert é bem alto, mas vale a pena. Não vem quantidade, mas tudo que vem é muito bom. Por R$ 12,90 sua mesa será decorada com uma cesta de pães, pizzas brancas, brioches, torradas com queijo, azeitonas ao vinho, berinjelas, uma bela porção de linguiças calabresas e... os frios.
Todos os ítens citados acima eram excelentes, recomendo sobremaneira. Mas os frios... uma das coisas mais sem-vergonha que já vi na vida: 1/4 (!) de blanquet. Isso mesmo. eles pegam uma rodelinha daquela, cortam em 4 e mandam meia metade para cada mesa. Completando vem também um salame e um bocadinho de ricota.
Mesmo assim vale a pena. Ignorem os frios e sejam felizes. Aliás, detalhe importante, eles oferecem o couvert quando você senta na mesa. Bom costume.
Onde: Rua Visconde de Caravelas, 71, Botafogo, RJ.
O segundo couvert da noite.
Resolve-se em um parágrafo. Foi no Botequim. Custa só R$ 5,80 e todas as mesas naquela noite pediram. Mas vem só torrada, pizza branca com um sabor indeciso entre a torrada e o biscoito água e sal, azeitonas (quentes!) e foie gras. E tudo isso vem numa rapidez preocupante. Provalmente as cestinhas já ficam prontas em algum lugar... Pra quem gosta de couvert só com pão, beleza. Senão... (E.R.)
Onde: Rua Visconde de Caravelas, 184, Botafogo, RJ.
08 fevereiro, 2006
Garota do Flamengo
Nada de mais, nada de menos. Torradas, manteiga, azeitonas, conservas, salame e mussarela. Coisinhas para matar a fome momentânea, enquanto seu prato não vem, função primordial do couvert. Mas no do Garota do Flamengo falta um toque especial; até o garçom amigo, coitado, se ressentiu (“Não tem nem uns pães de queijo...”, observou).
Menos mal que as torradas vieram quentinhas e crocantes, as azeitonas tinham ótima consistência e a manteiga extra não foi cobrada. Conclusão: R$ 6,50 para saciar sua fome. Só isso. (D.O.)
Onde: Rua Senador Vergueiro, 41, Flamengo, RJ.
Shelter from the Storm
"I was burned out from exhaustion, buried in the hail,
Poisoned in the bushes an' blown out on the trail,
Hunted like a crocodile, ravaged in the corn.
'Come in,' she said, 'I'll give you
Shelter from the storm.'"
Na sexta-feira houve um temporal no Rio de Janeiro com conseqüências trágicas. Doze mortos e caos por toda a cidade. Eu e Daniela tinhamos um aniversário para ir, cheguei para buscá-la, em Oswaldo Cruz, e já chovia torrencialmente. Tentamos sair de lá mas só conseguimos andar uns 200 metros e ficamos parados do lado da linha do trem quase em frente à rua Clara Nunes, onde fica a quadra da Portela, símbolo de má sorte e uruca no Rio de Janeiro. Pois na esquina dessa rua fica o Motel Carícia, onde resolvemos entrar para escapar do caos.
Pegamos um apartamento básico com garagem e como eu estava com fome demos uma olhada no cardápio e, que surpresa agradável, tinha lá a opção do couvert. Nunca tinha comido um couvert num motel, haveria de ser uma experiência interessante.
Por salgados R$ 10,70 o Motel Carícia oferece em seu couvert cesta de pães, manteiga, azeitonas, picles, ovos de codorna, patê, queijo, presunto, queijo minas, salame e linguiça calabresa. Tudo devidamente discriminado no cardápio, o que poupa ao cliente trabalho de perguntar e diminui a necessidade da interação quase sempre constrangedora com os garçons do local. Ponto para eles.
Os pães, variados, estavam todos quentinhos, especialmente as excelentes torradas de pão francês que formavam conjunto absolutamente harmônico com um pouco de manteiga e o enroladinho de presunto e queijo. O pão francês ainda induzia a saudáveis experiências reunindo o mesmo enroladinho com a lingüiça calabresa ou qualquer outro ingrediente de escolha do freguês. A porção de manteiga é uma das maiores que já vi; vêm quatro daqueles potinhos exigidos pela segurança sanitária. A lingüiça calabresa, sequinha, estava excelente. As azeitonas vieram em boa quantidade e com a consistência perfeita.
Como destaques principais ficam os dois generosos pedaços de queijo minas, os ótimos enroladinhos de presunto (fininho) com queijo prato e os ovos de codorna, que vem quentinhos e não descascados. Mesmo que dois dos ovinhos tenham vindo moles demais, provavelmente por falta de cozimento.
O patê, de presunto, e a pouca quantidade de picles são os pontos negativos.
Tem um final, mas o final é meio impróprio e eu não digo. (E.R.)
Onde: Rua Clara Nunes, 250, Madureira, RJ.
Poisoned in the bushes an' blown out on the trail,
Hunted like a crocodile, ravaged in the corn.
'Come in,' she said, 'I'll give you
Shelter from the storm.'"
Na sexta-feira houve um temporal no Rio de Janeiro com conseqüências trágicas. Doze mortos e caos por toda a cidade. Eu e Daniela tinhamos um aniversário para ir, cheguei para buscá-la, em Oswaldo Cruz, e já chovia torrencialmente. Tentamos sair de lá mas só conseguimos andar uns 200 metros e ficamos parados do lado da linha do trem quase em frente à rua Clara Nunes, onde fica a quadra da Portela, símbolo de má sorte e uruca no Rio de Janeiro. Pois na esquina dessa rua fica o Motel Carícia, onde resolvemos entrar para escapar do caos.
Pegamos um apartamento básico com garagem e como eu estava com fome demos uma olhada no cardápio e, que surpresa agradável, tinha lá a opção do couvert. Nunca tinha comido um couvert num motel, haveria de ser uma experiência interessante.
Por salgados R$ 10,70 o Motel Carícia oferece em seu couvert cesta de pães, manteiga, azeitonas, picles, ovos de codorna, patê, queijo, presunto, queijo minas, salame e linguiça calabresa. Tudo devidamente discriminado no cardápio, o que poupa ao cliente trabalho de perguntar e diminui a necessidade da interação quase sempre constrangedora com os garçons do local. Ponto para eles.
Os pães, variados, estavam todos quentinhos, especialmente as excelentes torradas de pão francês que formavam conjunto absolutamente harmônico com um pouco de manteiga e o enroladinho de presunto e queijo. O pão francês ainda induzia a saudáveis experiências reunindo o mesmo enroladinho com a lingüiça calabresa ou qualquer outro ingrediente de escolha do freguês. A porção de manteiga é uma das maiores que já vi; vêm quatro daqueles potinhos exigidos pela segurança sanitária. A lingüiça calabresa, sequinha, estava excelente. As azeitonas vieram em boa quantidade e com a consistência perfeita.
Como destaques principais ficam os dois generosos pedaços de queijo minas, os ótimos enroladinhos de presunto (fininho) com queijo prato e os ovos de codorna, que vem quentinhos e não descascados. Mesmo que dois dos ovinhos tenham vindo moles demais, provavelmente por falta de cozimento.
O patê, de presunto, e a pouca quantidade de picles são os pontos negativos.
Tem um final, mas o final é meio impróprio e eu não digo. (E.R.)
Onde: Rua Clara Nunes, 250, Madureira, RJ.
Petisco da Vila
As raízes da terrinha não me deixam outra opção: um couvert que inclui bolinhos de bacalhau merece todos os louvores. E, sejamos justos, seis bons bolinhos, devidamente temperados com Azeite Di Oliva e uma pimentinha boa à beça.
Mas não só este quitute tornam o couvert do Petisco da Vila interessante. Lingüiça calabresa em rodelas bem fininhas; azeitonas verdes com e sem pimentão no recheio; conservas diversas; tremoços (ai, quanta emoção em ver aqueles grãozinhos amarelos na petisqueira); e uma deliciosa pastinha de ricota temperada, tudo isso acompanhado por
uma honesta cesta de torradas – que chegam bem antes do restante e nos deixa na expectativa do que vem depois.
O senão fica por conta da substituição da manteiga por margarina, que ainda assim vem em quantidade pra lá de razoável. Apesar disso, a R$ 7,90, trata-se de uma beleza de couvert. Vale conferir. (D.O.)
Onde:Av. 28 de setembro, 238, Vila Isabel, RJ.
Mas não só este quitute tornam o couvert do Petisco da Vila interessante. Lingüiça calabresa em rodelas bem fininhas; azeitonas verdes com e sem pimentão no recheio; conservas diversas; tremoços (ai, quanta emoção em ver aqueles grãozinhos amarelos na petisqueira); e uma deliciosa pastinha de ricota temperada, tudo isso acompanhado por
uma honesta cesta de torradas – que chegam bem antes do restante e nos deixa na expectativa do que vem depois.
O senão fica por conta da substituição da manteiga por margarina, que ainda assim vem em quantidade pra lá de razoável. Apesar disso, a R$ 7,90, trata-se de uma beleza de couvert. Vale conferir. (D.O.)
Onde:Av. 28 de setembro, 238, Vila Isabel, RJ.
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